segunda-feira, 14 de março de 2016

The day the Devyl Cry

E então chorou,
Chorou porque nunca teve o direito de tocar,
O direito de sentir o calor do seu corpo,
Os sonhos destruídos por palavras desoladoras,
Os pesadelos que arrebatavam o poder de sonhar,
Chora... chora por tudo...chora por ti,
O monstro que eras,
As acções que te moldaram,
As escolhas que fizeste,
Foste tu... tu e só tu,
Naquela terra esquecida por todos, 
Onde é mais fácil virar a cara que enfrentar,
E quando se enfrenta, sofre-se,
Sofre-se pelo que se é, pelo que se está a ser, pelo que se foi,
E sofrerás, neste destino por ti traçado,
Então chora,
Liberta as lágrimas num grito silencioso,
Deixa-as correr livremente pelas rugas marcadas pela agonia,
Agonia essa a que pertences,
Deixa-te prender nas correntes ferrugentas do tempo,
Abraça a dor que te move,
Aceita-a como igual,
Abafa as palavras que se querem soltar,
Não mostras a tua fraqueza,
Deixa-te ir,
Deixa apenas uma lágrima para trás.

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